Inaugurado em 1926, o Teatro Variedades é uma das salas de espetáculos mais emblemáticas da cidade e a segunda a nascer no vibrante Parque Mayer.
Inaugurado em 1926, o Teatro Variedades é uma das salas de espetáculos mais emblemáticas da cidade e a segunda a nascer no vibrante Parque Mayer.
Durante décadas, especialmente até aos anos 60, o seu palco deu vida a centenas de revistas, comédias, farsas, zarzuelas e operetas, com elencos e artistas que fizeram história no teatro português.
Em 1966, um incêndio abalou o edifício, mas não lhe roubou o espírito: foi recuperado e manteve-se em atividade, ainda que com menos regularidade, até fechar no final dos anos 90.
Em outubro de 2024, o Variedades voltou a abrir as suas portas, renovado e preparado para continuar a ser uma sala municipal acolhedora, plural e eclética, onde cabem todos os artistas e públicos.
Início da construção do edifício no local onde antes se situava um dos lagos do Palácio Mayer, sob projeto do arquiteto José Urbano de Castro.
Inauguração do Teatro Variedades, segunda sala de espetáculos do Parque Mayer, com a estreia da revista Pó de Arroz assinada pelos “Troianos” – pseudónimo de uma parceria composta por Ernesto Rodrigues e Luís Galhardo, entre outros. No elenco, o ator Vasco Santana, Anita Salambô e Augusto Costa (Costinha) como compère.
O teatro é dotado de estruturas e equipamento para cinema.
Estreia da revista O Mexilhão de Silva Tavares, Almeida Amaral e Xavier de Magalhães em que Beatriz Costa e Ribeirinho popularizam a canção O Burrié.
| Apresentação da revista Pim! Pam! Pum!. Escrita para este espetáculo pelo maestro Raúl Ferrão, a canção O cochicho torna-se um enorme sucesso na voz de Beatriz Costa . |
Estreia da revista Arre, burro! de Alberto Barbosa, José Galhardo, Vasco Santana e Amadeu do Vale, produção em que um burro subiu ao palco para acompanhar Beatriz Costa.
Pequeno incêndio originado por curto-circuito na caixa de derivação existente no interior do auditório.
Estreia da opereta Lisboa 1900 de Francisco Ribeiro, Vieira Pinto e Alberto Reis. Estreia de Laura Alves neste género de espetáculo, ao lado de Irene Isidro, António Silva e Ribeirinho.
Estreia da revista Espera de Toiros de Piero com Vasco Santana, Mirita Casimiro e a participação de Amália Rodrigues no elenco.
Montagem de um palco giratório, com o qual a Companhia de Comédia Brasileira leva à cena A Canção da Felicidade.
Lições de Matrimónio de Leslie Stevens estreia com Eunice Muñoz como protagonista deste espetáculo de teatro declamado.
Incêndio na zona do palco, em cena estava o espetáculo Descalços no Parque de Neil Simon com Irene Isidro no elenco. A caixa de palco é destruída.
Obras de reconstrução do teatro.
Estreia da revista Peço a Palavra de Giuseppe Bastos e Vasco Morgado. Anita Guerreiro canta pela primeira vez o fado-canção Cheira a Lisboa da autoria de César de Oliveira e Carlos Dias.
Estreia da revista Ó Pá, Pega na Vassoura – a primeira depois da revolução de Abril de 1974, em que o autor José Viana apresenta um texto de forte componente política.
Estreia da revista A Prova dos Novos de Henrique Santana, Francisco Nicholson, Augusto Fraga e Nuno Nazaré Fernandes com interpretação de Marina Mota, Carlos Cunha, Vera Mónica, Fernando Mendes, Carlos Ivo, José Raposo, Maria João Abreu, Lena Coelho, Olímpia Portela, Eva Cristina, Gina Espadinha, Isabel Amaro, Cristina Areia, Rute Correia, Fernando Palaio, Teresa Paula e João Paulo.
Gravações do programa Grande Noite de Filipe La Féria. Exibido na RTP, os episódios prestam homenagem à revista à portuguesa e conta com atores que se distinguiram no Parque Mayer, rábulas sociais e políticas, música, dança e teatro.
Estreia da peça A Queda do Egoísta Johann Fatzer de Bertolt Brecht pelos Artistas Unidos. Espetáculo integrado no Festival dos Cem Dias que antecedeu a Expo ‘98.
Reabertura oficial do Teatro Variedades, renovado e equipado para espetáculos contemporâneos; projeto de reconstrução liderado pelo arquiteto Manuel Aires Mateus.