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Os Teatros

Teatro
Variedades

Inaugurado em 1926, o Teatro Variedades é uma das salas de espetáculos mais emblemáticas da cidade e a segunda a nascer no vibrante Parque Mayer.

Inaugurado em 1926, o Teatro Variedades é uma das salas de espetáculos mais emblemáticas da cidade e a segunda a nascer no vibrante Parque Mayer.

Durante décadas, especialmente até aos anos 60, o seu palco deu vida a centenas de revistas, comédias, farsas, zarzuelas e operetas, com elencos e artistas que fizeram história no teatro português.

Em 1966, um incêndio abalou o edifício, mas não lhe roubou o espírito: foi recuperado e manteve-se em atividade, ainda que com menos regularidade, até fechar no final dos anos 90.

Em outubro de 2024, o Variedades voltou a abrir as suas portas, renovado e preparado para continuar a ser uma sala municipal acolhedora, plural e eclética, onde cabem todos os artistas e públicos.

1924

Início da construção do edifício no local onde antes se situava um dos lagos do Palácio Mayer, sob projeto do arquiteto José Urbano de Castro.

08 jul. 1926

Inauguração do Teatro Variedades, segunda sala de espetáculos do Parque Mayer, com a estreia da revista Pó de Arroz assinada pelos “Troianos” – pseudónimo de uma parceria composta por Ernesto Rodrigues e Luís Galhardo, entre outros. No elenco, o ator Vasco Santana, Anita Salambô e Augusto Costa (Costinha) como compère.

01 jan. 1927

O teatro é dotado de estruturas e equipamento para cinema.

06 nov. 1931

Estreia da revista O Mexilhão de Silva Tavares, Almeida Amaral e Xavier de Magalhães em que Beatriz Costa e Ribeirinho popularizam a canção O Burrié.

04 mar. 1932


Apresentação da revista Pim! Pam! Pum!. Escrita para este espetáculo pelo maestro Raúl Ferrão, a canção O cochicho torna-se um enorme sucesso na voz de Beatriz Costa .
10 set. 1936

Estreia da revista Arre, burro! de Alberto Barbosa, José Galhardo, Vasco Santana e Amadeu do Vale, produção em que um burro subiu ao palco para acompanhar Beatriz Costa.

01 nov. 1940

Pequeno incêndio originado por curto-circuito na caixa de derivação existente no interior do auditório.

22 mai. 1941

Estreia da opereta Lisboa 1900 de Francisco Ribeiro, Vieira Pinto e Alberto Reis. Estreia de Laura Alves neste género de espetáculo, ao lado de Irene Isidro, António Silva e Ribeirinho.

01 nov. 1941

Estreia da revista Espera de Toiros de Piero com Vasco Santana, Mirita Casimiro e a participação de Amália Rodrigues no elenco.

03 jul. 1942

Para a temporada de verão, o Variedades reúne um elenco de exceção, composto por Maria Matos, Mendonça de Carvalho, Aura Abranches, Erico Braga, António Silva, Raul de Carvalho e Assis Pacheco. A companhia estreia Danúbio Azul e prolonga a sua atividade até abril de 1943, apresentando uma sucessão de comédias nacionais e estrangeiras.

05 ago. 1943

A comédia Raparigas Modernas destaca-se pelas interpretações de Irene Isidro, Maria Lalande e da jovem Eunice Muñoz, considerada pela crítica «uma deliciosa promessa».

1943

Em outubro, Maria Matos regressa ao Variedades à frente da sua companhia, que aí permanece até março de 1945. Entre reposições e estreias, afirma-se um repertório de comédias populares centrado na figura da atriz e destinado a conquistar o grande público.

1945

Após a morte de António de Macedo, figura central na gestão do Variedades durante mais de uma década, Piero Benardon assume a direção da empresa. A transição acontece num contexto de renovadas expectativas para a atividade teatral, na sequência do final da Segunda Guerra Mundial.

20 set. 1945

Estreia a revista Alto lá com o Charuto, apontada pela crítica como um marco na renovação da revista portuguesa.

05 abr. 1945

Estreia da revista Se Aquilo Que a Gente Sente, que permanece em cena até agosto. Apesar das reservas da crítica, o espetáculo conquista o público graças à encenação de Piero, à comicidade da dupla Vasco Santana/António Silva e à presença de Amália Rodrigues como principal atração musical.

01 set. 1950

Montagem de um palco giratório, com o qual a Companhia de Comédia Brasileira leva à cena A Canção da Felicidade.

14 mai. 1965

Lições de Matrimónio de Leslie Stevens estreia com Eunice Muñoz como protagonista deste espetáculo de teatro declamado.

22 nov. 1966

Incêndio na zona do palco, em cena estava o espetáculo Descalços no Parque de Neil Simon com Irene Isidro no elenco. A caixa de palco é destruída.

1967

Obras de reconstrução do teatro.

04 dez. 1969

Estreia da revista Peço a Palavra de Giuseppe Bastos e Vasco Morgado. Anita Guerreiro canta pela primeira vez o fado-canção Cheira a Lisboa da autoria de César de Oliveira e Carlos Dias.

21 dez. 1974

Estreia da revista Ó Pá, Pega na Vassoura – a primeira depois da revolução de Abril de 1974, em que o autor José Viana apresenta um texto de forte componente política.

10 ago. 1988

Estreia da revista A Prova dos Novos de Henrique Santana, Francisco Nicholson, Augusto Fraga e Nuno Nazaré Fernandes com interpretação de Marina Mota, Carlos Cunha, Vera Mónica, Fernando Mendes, Carlos Ivo, José Raposo, Maria João Abreu, Lena Coelho, Olímpia Portela, Eva Cristina, Gina Espadinha, Isabel Amaro, Cristina Areia, Rute Correia, Fernando Palaio, Teresa Paula e João Paulo.

1992

Gravações do programa Grande Noite de Filipe La Féria. Exibido na RTP, os episódios prestam homenagem à revista à portuguesa e conta com atores que se distinguiram no Parque Mayer, rábulas sociais e políticas, música, dança e teatro.

30 abr. 1998

Estreia da peça A Queda do Egoísta Johann Fatzer de Bertolt Brecht pelos Artistas Unidos. Espetáculo integrado no Festival dos Cem Dias que antecedeu a Expo ‘98.

2024

Reabertura oficial do Teatro Variedades, renovado e equipado para espetáculos contemporâneos; projeto de reconstrução liderado pelo arquiteto Manuel Aires Mateus.